E hoje eu estou bem. Ou mal. Ou talvez nem sei. Só sei que estou.
Meu telefone não toca, meu café amarga [sim, eu comprei mais] e o almoço faz bagunça em meu estômago
Ninguém me salva dessa imensa melancolia e nenhuma amiga (?) está disponível.
Meu homem amado não está aqui. Aposto que a essas horas está fazendo as suas 'quests' depois que eu disse que a noite não está boa pra mim.
Meu melhor amigo está pela rua, rindo de alguma bobagem que vai me contar depois. E nós riremos juntos e nos calaremos e riremos mais.
A mãe ressona com a irmã mais nova após tomar uma cerveja [ou foram duas?] e eu sinto pela primeira vez uma imensa vontade de tomar um porre e de dançar e de beijar e de esquecer e de me esconder.
Fiz as pazes com o namorado mais uma vez [cada vez mais minha novela mexicana fica melancólica] e mais uma vez desejei profundamente seus lábios rosados e seu cheiro quente e seu hálito doce.
Estou me achando sem vergonha e me descobri ateísta e louca e pragmática e inútil e desesperada.
Essa noite de sábado não me ajuda, e eu vou cortar meus pulsos até o amanhecer de domingo [que é o momento em que cortarei minha garganta].
Essas piadinhas de redes sociais já não fazem sentido, ou nunca fizeram, e eu me sinto chata. Nem me toque. Mas agora me toque porque eu fiquei só e carente. Mas não toca muito, porque eu me aborreço rápido.
Daqui a pouco alguém chega e eu, que tanto reclamei, nem me movo pra sair.
Desculpem seres humanos, prometo que depois escrevo algo mais motivador. Que incendeie e que me tire desse transe. Por enquanto, vamos apenas viver.

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