um lugar despedaçado. uma menina movida à tudos, com duas doses de bondade, três dedos de amor, uma pitadinha de raiva e com começos de erotismo juvenil.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
outra
Aqui dentro continuam a palpitar as velhas vontades que eu já havia esquecido. A culpa por não ter feito e o medo de consumar inevitável. É meu corpo pedir ar para meus pés buscarem outro rumo. É você olhar pra eu querer dar continuidade, me perder em seus escuros cabelos. Eu sei que teria solução se eu tivesse falado desse medo pra você.
Mas o mundo me sufoca, e me queima e arde. Ele já nem afirma que me ama.
E eu já nem quero mais ele com a noite. Jamais. Nunca mais.
domingo, 1 de abril de 2012
24 horas
E nada mais está bem. As coisas que eu pensava caminhar nem tem mais pernas. Meus cabelos caíram, meus nós soltaram e me dei como morta.
Odeio essa coisa de ficar imaginando como teria sido se eu tivesse coragem. Meu café acabou, meu dia transformou-se e nada mais parece prestar. Meu desejo era construir uma máquina do tempo e voltar até o ponto em que eu tive a chance, a deixa, o porque. Mas não, agora só me resta a espera, esse frio idiota na barriga, essa sensação inútil. Eu sussurro todos os dias para que os ventos me tragam você (ou que me levem até ai) e quanto mais eu penso 'não' mais minha boca e cada parte minha diz 'sim'
E agora tá tudo confuso. Nada de café, esse vício ainda me mata.
Eu chorei sozinha, e vomitei de culpa. Mas já passou moço, eu tô bem. Já retoquei a maquiagem e lavei minha boca. Eu continuo aqui moço, sentada no mesmo lugar, com meu velho livro nas mãos, a espera da oportunidade que você precisa me dar.
Odeio essa coisa de ficar imaginando como teria sido se eu tivesse coragem. Meu café acabou, meu dia transformou-se e nada mais parece prestar. Meu desejo era construir uma máquina do tempo e voltar até o ponto em que eu tive a chance, a deixa, o porque. Mas não, agora só me resta a espera, esse frio idiota na barriga, essa sensação inútil. Eu sussurro todos os dias para que os ventos me tragam você (ou que me levem até ai) e quanto mais eu penso 'não' mais minha boca e cada parte minha diz 'sim'
E agora tá tudo confuso. Nada de café, esse vício ainda me mata.
Eu chorei sozinha, e vomitei de culpa. Mas já passou moço, eu tô bem. Já retoquei a maquiagem e lavei minha boca. Eu continuo aqui moço, sentada no mesmo lugar, com meu velho livro nas mãos, a espera da oportunidade que você precisa me dar.
Sponge Bob
Não é a questão do que você goste, do que beija e o que bebe; a questão é o seu coração, se tudo toca em sua mente e se você quer seguir. Querer nem sempre é poder, mas você sabe lá no fundo que vai dar certo. Filme de amor sempre tem final feliz. Se ainda não tá feliz, ainda não terminou.
A cabeça tá confusa, e o coração, bem, continua palpitando. Gozando pelos olhos, boca e tato. Sentindo. Crescendo. É isso, adolescendo; Adolescida! Uma mistura de boa moça com homicida. E que cola tão bem em nós, esses espíritos livres! (Natty)
Seguindo.
Medo. Medo. Medo. Falta de coragem.
De andar sem rumo, de falar o que pensa. De admitir que se ama, e que ama seu corpo e que pensa sim, como todo ser humano, em outro corpo em cima do seu. Receio. Receio. Receio. De dançar e comer sem culpa, de beber com riscos, de sair pra onde quer. Não se preocupar com línguas alheias e chegar em casa ás quatro da manhã ou dez da noite do outro dia. Culpa. Culpa. Culpa. De se apaixonar, de se deixar levar. De não dar o ponto final, de pensar em si. De não ter beijado aquele cara mesmo o desejando com todas as forças.
Livre. Livre. Livre. De pensar, agir, falar, beber, beijar, amar, desamar, odiar, querer, andar. Viver, cara! Viver! A vida é só uma, passa depressa. A depois, nada mais.
Assinar:
Postagens (Atom)





