Se tiver raiva, joga tudo em mim.
As dores, as frustrações. Cospe que eu não presto, e que eu sou teu atraso. Que nunca mudo, que sou errada e má e doente. Me chama de louca.
Mas, por favor, quando eu sair, me liga e diz que se arrependeu. Que me entende, que foi momento. Diz que eu sou sua, sua menina, sua princesa. Me pede pra voltar.
Quando eu voltar, sorri e olha pra mim. Me deixa tocar a curva da tua boca, me deixa ser sugada pelos teus olhos.
Me puxa pra perto de ti, me abraça e me beija sem pressa.
Saia. Seja livre. Veja lugares sem mim, conheça novas pessoas.
Mas, quando chegar, diz que foi uma droga, que sem mim não teve graça, que sentiu falta das minhas piadas bobas e da minha risada escandalosa.
Admite, grita, diz. Que me ama.
E eu te mostro, amostro, que o amo muito mais.
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