quarta-feira, 16 de maio de 2012

luarada'

é isso, nevoa.
pagar pra ver, fazer mal pra sentir bem.
dói. e os remédios que eu conheci já nem me curam.
é divertido. mas quando eu o vejo, queimo toda [e jogo água, nego mil vezes
os pensamentos fogem, as mãos suam
e olfato clama por ti
você se joga com vontade de voltar.
vício. droga. compulsão
e no meio da noite, não há você e eu tenho sérias crises de abstinência
seu corpo gravou em mim [puro desejo? luxúria? quem sabe?
eu continuo arriscando a noite na falta de você.
eu te vejo na ponta da rua,
e mentalizo 'não' mil vezes
quando você chega no começo de mim,
eu enlaço seus braços
quero ser seu céu seu chão sua pilastra
sua mulher, puta [de um homem só] e sua morada.
moço, seu jeito
olhar, pele, beijo
fogo
tudo.
marcou meu pobre eu
marcou a menina boa
atiçou a menina má
que odeia ver teu sorriso
e começar a se encantar

(Pra Gabriele Sousa, que se encontra no meio caminho das putas-santas)


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