segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eu ficava sempre disponível pra ele, sempre perfumada. Limpa. Pura.
As amarras que nos prendem estão mais fortes e eu sinto medo.
Nas horas vagas (quando ele nem precisa de mim) eu escrevo.
Ou finjo escrever, e quem sabe as pessoas fingem que leem
Esses dias e queria andar sem rumo e, sem querer, desejei outra companhia.
Pedi secretamente outra alma. Outro corpo. Outros lábios. Com aquele belo outro sorriso.
Ontem eu custei a dormir. um punho de ferro apertava minha garganta e eu lembrei o quão divertido é o outro
lado.
Mas é incrível como eu me derreto quando meu Senhor chama meu nome.
E eu sei lá! Ele sabe como me segurar (o outro sabe como cortar as cordas) e quando eu me solto, ele nem sabe.
Dentro de mim, eu tenho duas.
A quente e a fria.
A boa e a má.
A bela e a feia
A santa e a puta.
Eu quase me despedaço, mas controlo-as
Enfim, sabe o que é?! Eu amo meu Senhor com a profundidade do oceano
[meu outro, eu amor querendo arrancar a pele e o tato, direto em meus lábios]

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