quinta-feira, 24 de maio de 2012

Andar dói.
Não, eu não tô falando de doer o corpo. Eu tô falando de alma.
Desde o início, a sina do ser humano é andar.
Alguns tem rumo e agradecem. Alguns tem e não querem. Outros não tem e querem. Mas tem o tipo raro, que andam pra onde o vento soprar.
Eu, por exemplo, já percorri muitas milhas (apesar da minha pouca idade).
Aprendi que atalhos nem sempre são bons e que os caminhos podem esticar ou encolher dependendo de quem esteja ao seu lado.
Também perdi coisas em minhas caminhadas.
Perdi chaves.
Documentos. CD's. Livros. Estórias. Sentimentos.
Perdi pessoas.
Enquanto eu andava, coisas queriam me puxar pra trás e eu, por pura questão de sobrevivência, pisei nelas.
Nesses caminhos também deixei minhas lágrimas.
Já sou uma moça, não preciso mais chorar, me ensinou mamãe.
E, como se somente andar não bastasse, nós crescemos.
Largamos. Somos largados. Aprendemos. A sermos solitários.
A descontar em nós todo tipo de dor.

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