um lugar despedaçado. uma menina movida à tudos, com duas doses de bondade, três dedos de amor, uma pitadinha de raiva e com começos de erotismo juvenil.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
se algum dia tu se sentires preso, pássaro na gaiola da tristeza, eu te liberto. liberto, sim. te deixo. te dou ao vento. não, não é o que eu quero. o que eu quero, tá longe disso. eu quero sentir teu cheiro todo dia, quero ouvir a tua voz todo minuto. eu quero você, da raiz do cabelo ao mindinho do pé. eu quero você pra decidir caminhos e quero você pra dividir o lençol. eu ceguei. enlouqueci. e você é a coisa mais linda dormindo. é a coisa mais linda respirando. é contigo que eu quero raízes. é pra você que eu quero ajoelhar, jurar amor, morrer no calor. é a tua respiração que eu quero na minha nuca, de madrugada. é a tua cabeça que eu quero encostada no meu seio, caindo de sono, de cansaço, de tédio. de nada; mas se tu quiseres ir, eu deixo. vai, cai na vida. mas volta, volta. e diz que sentiu falta, que 'morreu de mim'. que o mundo é feio, e que eu sorrio bonito. diz tudo, grita alto. mas não deixa o seio da minha vida. não me deixa contando histórias pro nada. não me deixa escrever intermináveis cartas à ninguém.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
tempo que eu não te escrevo, né?! antes até nosso ócio virada texto. o que dirá as outras tantas e tantas e tantas coisas... choveu por aí? o dia hoje foi frio, cinza. um dia que me deixou com medo. um dia que me remeteu à outros dias que eu, decididamente, pensei ter esquecido. espero que o sol tenha tocado tua pele, tenha até te feito cócegas. sentiu minha falta? pensou em me procurar? eu pensei... se eu fosse você, eu me procurava. foge não! o dia foi cinza, triste. nada a ver com a gente. nada a ver com quase nada que eu precisava passar; eu me molhei toda, e pensei em ti o dia todo. o sol abriu, tem um tempo. mas nem isso abriu a mim. hoje tudo servia e ao mesmo tempo não serviu. hoje o dia, além de cinza, foi amargo. usando uma só palavra para descrever: fel. tudo hoje foi fel. cinza. mas porque cinza? o azul do céu era tão bonito, mas até isso eu esqueci. quase rastejei. molhei meus sapatos. quase montei guarita nos lugares que você frequenta, mas não o fiz. que bela medrosa eu sou. mas eu só tive medo, como eu já havia lhe dito, porque o dia foi cinza. e cinza, decididamente, não combina quando eu lembro dos teus olhos.
adoro quando ele, quente, recita pelo meu corpo algo que já escrevi.
adoro ainda quando ele entrega os desejos no olhar.
adoro quando ele repete meu nome
odeio orações. adoro quando ele me transforma em uma.
eu adoro as manias, a forma como eu o devoro na poesia.
acho lindo quando ele, entorpecido, sai dos seus sonhos pra me ter
adoro ainda quando ele entrega os desejos no olhar.
adoro quando ele repete meu nome
odeio orações. adoro quando ele me transforma em uma.
eu adoro as manias, a forma como eu o devoro na poesia.
acho lindo quando ele, entorpecido, sai dos seus sonhos pra me ter
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