quinta-feira, 6 de setembro de 2012

qualquer coisa é válida
qualquer caminho é rumo
pra quem já não tem nada
tentei. gritei.
lutei pra ser alguém
e tudo que ganhei
foi um vazio que não sara
- tá indo pra casa?
- tô! mas se quiser, pode ser pra sua
eu odeio cada coisa tua
arranhei os teus cd's
rasguei teu nome dos meus cadernos
passei a usar o perfume que te enoja e fiz uma tatuagem com o nome da banda que você detesta
pixei o muro da tua casa, paquerei teu melhor amigo, me aliei ao teu inimigo
ando com a turma que você odeia
hoje, eu nego tudo que te fazia bem e amo tudo que seja capaz de te quebrar
me deixa gritar
me embala. não nega
me cede teu colo, tua luz, teus dedos pra segurar meu pranto.
me deixa ser qualquer coisa. não me cospe da tua vida
me chama pra dançar, ao som de qualquer música, no meio da sala
me pendura no teu cabide, me deixa enfeitar a tua estante
acole. aquece.
minhas dúvidas, meu desespero raso
me engana, sei lá
diz, pelo menos uma vez, que pensa em mim
que risca meu nome pelos muros.
finge que se importa, ao menos uma vez.
me tira do abismo
me conta um conto
entende meus medos do escuro
eu escrevo pouco, sabe
talvez porque sinta pouco.
ou quem sabe sinta muito
e não há palavras para expressar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012