me deixa gritar
me embala. não nega
me cede teu colo, tua luz, teus dedos pra segurar meu pranto.
me deixa ser qualquer coisa. não me cospe da tua vida
me chama pra dançar, ao som de qualquer música, no meio da sala
me pendura no teu cabide, me deixa enfeitar a tua estante
acole. aquece.
minhas dúvidas, meu desespero raso
me engana, sei lá
diz, pelo menos uma vez, que pensa em mim
que risca meu nome pelos muros.
finge que se importa, ao menos uma vez.
me tira do abismo
me conta um conto
entende meus medos do escuro
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