segunda-feira, 21 de maio de 2012

hoje eu me descobri
humanamente [des]humana
quando quis arrancar tua pele
no fino azeite em minha língua.
Eu juro que nem queria, mas eu o desejei.
Mais um dia se foi, e eu ainda quis aqueles olhos cálidos.
Vem com teus cheiros diferentes.
Mata minhas certezas. Estraçalha minhas dúvidas.
Me enche de ti.
Admite tudo pra mim, só mais uma vez.

ela

Eu hoje passei o dia inteiro te procurando...
Levei as horas te querendo e cada minuto lembrando teu 'eu'.
Todas as tuas palavras e vontades passaram por mim, e eu beijei,
sem vontade e por míseros segundos, outros lábios.
Me perdoa.
Nem dormi, querendo outra noite insone ao teu lado. Uma noite em que nós nos tecemos.
E sorrimos e queremos.
Eu quero. Preciso. Necessito.
Que você se joge em mim.
E aí, nós daremos as mãos.
Arriscaremos, já que não temos nada a perder.
Sabe o que houve? Eu já não aguento mais essa coisa de navegar outras águas querendo as suas.
Oh, seu moço! desfaz esse nó das nossas cabeças.
Garante, grita, que serás meu, nem que seja por mais uma vez.

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Andaram.
- E aí, tá tudo bem agora moço?
- Não.
- Porque?
Aproximam-se
- Falta um beijo.

[Enfim, o resto dessa história, a gente sabe sem querer.]