sábado, 5 de maio de 2012

Eu sei
deveria negar todas as vezes que você adivinha minha mente
[a forma como eu lembro de você, e de como eu lembro do nosso afeto
e do seu jeito, pelo, beijo, poro, pele]
eu deveria negar
mas simplesmente não consigo
pois assim, estaria dizendo não
à mim mesma







hoje tudo sacaneou e as ideias não vieram
eu adoeci, me entristeci e ele nem cuidou de mim
os dias passam lentos (ou nem passam, que seja) e tudo continua a mesma estupidez
livros, tédio
café! quanto mais melhor
quero as asas, moço
que asas menina?
as asas que esse mundo doente e caótico me roubou, minhas lindas asas azuis
(sim, eu voei. e por muito pouco não voltei)

quinta-feira, 3 de maio de 2012




não dê conta de mim
amanhã eu vou pra rua sem pressa de voltar
[nem sei se vou voltar]

juras juras jurei

Noite. trilhas. caminhos. oráculos. pegadas
negros. Seus cabelos, olhos, suas mãos bandidas.
Rosados. Sua língua, aspectos e lábios.
Como uma boca de segredos macios.
Lua. Pra quê te quero.
Silêncio. Por ser preciso.
Amor. Há de negar?
Lisa é sua alma. Pesada as suas costas.
Vontade. De te falar, de te sorrir. De me perder [em você? mito, lenda]
Nós. Um nó cego, três socos no ar.
Lindo. Seu conjunto, seu brilho.
Olhar. Que me ganha, transporta, desaba. Deságua. No teu mar.
Segredo. na noite, beijos ao vento. Pegadas apagadas.
Lisos, e macios e lindos e rosados são seus lábios.
Silêncio. Quando seus dedos, negros, me encontram. Noite. Nosso ponto de encontro.
Nós? [continuamos esse nó cego]
Desabo, te espero, me perco. Ruborizo. Lanço. Minhas tormentas, nossas crenças [ateístas]
Saudades! (mesmo após tê-lo e vê-lo e possui-lo. Beija-lo. No escuro, na esquina, na pedra, na grama, em você, em mim)
Explodo! (Essa sina, seu caminho. O 'nós' que eu quis)