era o perfume.
sempre o perfume, que parecia ser o mesmo e já não era.
a mistura do perfume com o suor matinal lembrava-lhe manhãs que já pareciam distantes.
manhãs em que ela o contemplava dormindo, em um sono solto, quase sem respirar. manhãs em que ela acordava quatro, cinco vezes, com o mesmo beijo. manhãs em que a vida só começava à uma da tarde.
manhãs distantes. e que não voltariam mais.
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